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Redação Dissertativa


PERTO DA META

Fonte: Zero Hora


A última edição da respeitada revista médica The Lancet publica estudo em que traça, com cores otimistas, a marcha brasileira para atingir, até 2015, a meta do milênio na questão da mortalidade infantil. Junto com outros sete desafios, o de reduzir em dois terços a mortalidade infantil entre 1990 e 2015 não está sendo enfrentado de maneira uniforme num mundo em que também não é uniforme a realidade sanitária. Enquanto em alguns países de alto desenvolvimento na área da saúde tal taxa é de duas ou três mortes por mil nascimentos, em outros, onde o sistema sanitário é menos eficiente, a taxa de mortalidade das crianças de zero a cinco anos pode ser de até 90 ou mais mortes. O Brasil, entre 1990 e 2010, teve uma performance positiva e elogiável: em 1990, havia 52,04 mortes por mil nascimentos; hoje, tal número caiu para 19,88. A redução foi de 61,7%. A taxa ainda é alta, mas é inegável que o país avançou.

A ideia de engajar 191 países em objetivos de desenvolvimento social foi a maneira com que a comunidade das nações resolveu enfrentar tarefas fundamentais que vinham sendo desatendidas por grande parte delas. Além da meta da mortalidade infantil, a quarta das oito, a ONU definiu desafios em relação à erradicação da fome e da miséria extrema, à universalização do ensino, à promoção da saúde das mães, ao combate à aids e à malária, a garantias da sustentabilidade ambiental, à luta pela igualdade de sexo e avanços das mulheres e, especialmente, ao estabelecimento de parcerias globais para o desenvolvimento. Em relação a boa parte dessas metas, há dúvidas de que, em mais cinco anos, sejam atingidas. Por isso, é importante destacar as políticas públicas adotadas nos últimos 20 anos e que deram condições a que o Brasil possa figurar de modo positivo quando se fala em redução da mortalidade infantil, para ficar apenas no desafio avaliado por The Lancet.

Tanto quanto comemorar os avanços, é importante que o país saiba por que tais avanços estão sendo conseguidos. Programas públicos como o Saúde da Família, a ampla vacinação da população, a ampliação dos serviços de água e esgoto, a qualificação do atendimento social feito pelas instituições governamentais e também por ONGs e entidades privadas, a ampliação do nível de escolaridade, a adoção de providências tão simples e indispensáveis como a emissão de atestados de óbito (para evitar estatísticas falsas ou empecilhos à elaboração de estratégias e projetos), cada um desses passos entra com sua eficiência para garantir as conquistas agora previstas.

O país precisa avançar mais, pois, como se sabe, para sustentar uma média nacional que hoje é de 19,88 mortes por mil nascimentos, há realidades distintas. No Sul, tal índice é de menos de 15 por mil, enquanto no Nordeste há Estados em que a taxa continua sendo escandalosa, como a de Alagoas, onde é superior a 40 crianças mortas por mil nascidas vivas. A estratégia deve ser a que está sendo adotada: enfrentar não apenas os problemas específicos da saúde pública, mas também toda a complexa equação do desenvolvimento social das famílias e das cidades.

Tanto quanto comemorar os avanços na redução da mortalidade infantil, é importante que o país saiba por que tais avanços estão sendo conseguidos.

Fim

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Redação dissertativa 100: Tema: AIDS.Tópicos: redação dissertativa pronta, mortalidade infantil, nascimentos, erradicação da fome e da miséria extrema, promoção da saúde das mães, ao combate à aids e à malária.