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Redação Dissertativa


AINDA SOBRE O TRABALHO INFANTIL

Fonte: Zero Hora, Ivan Sérgio Camargo dos Santos


O Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente/RS, o Fórum Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil, FNPETI e a Cepeti, Comissão Estadual do Peti/RS, se manifestam com total indignação ante a postura do conselheiro da Organização Internacional do Trabalho (OIT), senhor Dagoberto de Lima Godoy, em artigo publicado na Zero Hora, edição de 30/05/2010. No artigo, o conselheiro afirma que 'empregar crianças pode ter aspectos positivos em alguns contextos'. E ainda: 'Cremos que, através do trabalho devidamente regulado, crianças podem adquirir habilidades que as ajudem a se preparar para a vida profissional adulta; podem contribuir para a renda familiar, o que é uma dura necessidade em famílias pobres; e podem afastar-se da criminalidade, à qual são impelidas quando mantidas em ambientes de ociosidade, sem opções de atividades educacionais'.

Do ponto de vista legal, a Constituição estabelece que a idade mínima para o trabalho é de 16 anos, na mesma linha da Convenção 138 da OIT, ratificada pelo Brasil após consulta às organizações de trabalhadores e empregadores.

Diante dessa premissa, é inaceitável que o senhor conselheiro da OIT reafirme valores culturais do passado, que justificam o trabalho precoce para as crianças de famílias pobres, como se isso fosse uma forma de protegê-las da criminalidade. Não se pode esquecer que, no mercado atual, o trabalho precoce se dá em atividades sem exigência de qualificação e de baixa remuneração. Assim, essa mesma criança que trabalhou precocemente não terá, na fase adulta, a escolaridade e qualificação indispensáveis para obter um emprego e manter-se empregada. Portanto, trabalhar cedo é, na maioria das vezes, sinônimo de desemprego numa fase da vida em que aí, sim, o trabalho é relevante. E a consequência disso pode ser a mesma que o ilustre conselheiro procura remediar ao sustentar o trabalho precoce: a criminalidade.

Os espaços legítimos das crianças são a família e a escola. Defender, pois, 'formas aceitáveis' de trabalho infantil traz prejuízos ao diálogo social promovido pela própria OIT no Brasil, bem como aos esforços de toda a sociedade para a eliminação de todas as formas de trabalho infantil.

Fim

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Redação dissertativa 142: Tema: trabalho infantil.Tópicos: redação dissertativa pronta, trabalho de crianças, Erradicação do Trabalho Infantil, idade mínima para o trabalho, trabalho precoce para as crianças de famílias pobres.