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Redação Dissertativa


O BRASIL E O ACORDO NUCLEAR

Fonte: Zero Hora, Adão Villaverde


O acordo para troca de combustível nuclear para fins pacíficos, assinado por Brasil, Irã e Turquia, foi saudado pelo mundo como uma grande vitória para a paz mundial. Ninguém desconhece, claro, que ele deve ser apanhado como um passo fundamental para um consenso que ainda precisa ser construído. Mas, em meio à quase unanimidade, não faltaram os céticos de plantão, ou melhor, os que torceram contra. Aliás, que ainda não conseguiram superar o complexo de subordinação e submissão nas relações mundiais.

Fica difícil para estes admitirem que num espaço inferior a uma década o mundo mudou e nós também. Passamos a ocupar um lugar relevante no processo de globalização, queiram ou não.

Externamente, a grande mídia global tirou-nos das manchetes esportivas e policiais e nos jogou nas páginas econômicas e políticas. Internamente, o país voltou a se desenvolver, gerar emprego e renda, aumentou a massa salarial, passou a distribuí-la e incluiu socialmente os mais vulneráveis. Numa forte política de recuperação das funções públicas de Estado, mesmo em meio à brutal crise mundial do modelo neoliberal, especulativo e desregulado.

Mas alguns continuam sem compreender ou não querer entender o que houve. Em 2003, o mundo e o Brasil iniciavam uma transição no cenário internacional. Enquanto Bush preparava sua insensata aventura no Oriente Médio, Lula representava a esperança e replicava o norte-americano: 'Nossa guerra é contra a fome e a miséria'. Sinalizando uma agenda totalmente distinta da nação de Bush, que insistia em jactar-se como única e indiscutível potência global.

Mas vieram as sucessivas crises, com sinais alarmantes ao modelo financeirizado, cujo ápice materializou-se em 2008, quando a solidez de seu hegemonismo se desmanchou no ar.

Contrário senso, enquanto o bloco Estados Unidos/Europa colapsava economicamente, Brasil, China, Índia e Rússia eram os últimos países afetados pela crise e os primeiros a se movimentar para sair dela.

Portanto, o lugar que um país pode ocupar no mundo é nitidamente determinado por uma dupla orientação: sua política econômica, social e cultural interna e sua condução externa. É claro que o carisma de seus líderes e as funções de sua diplomacia são imprescindíveis.

E é isto que talvez alguns não veem, ou não querem compreender, e chegam ao desespero, sobretudo pela aceitação local do presidente e o prestígio externo acelerado que galgamos no último período. O acordo firmado recentemente por Lula no Oriente Médio é a expressão de nossa força e reconhecimento externo, pois ocupamos o papel que seguramente deveria ser protagonizado por um dos países do G5+1 (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China, Rússia + Alemanha).

Fim

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Redação dissertativa 147: Tema: combustível nuclear.Tópicos: redação dissertativa pronta, acordo para troca de combustível nuclear para fins pacíficos, globalização, funções públicas de Estado, prestígio externo.