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Redação Dissertativa


MÃE

Fonte: Revista Família Cristã, Maria Regina Canhos Vicentin


Mãe é uma palavra pequena que significa tanta coisa... Vem sempre embalada por lembranças, algumas boas outras nem tanto. Mãe é pessoa importante, talvez a mais importante na vida de alguém. É quem aceita, e pode ser quem rejeita. É quem ama, e pode ser quem maltrata. É quem acolhe, e pode ser quem dispersa. Nunca sabemos a mãe que teremos. Gosto de pensar que é Deus quem as escolhe. Afinal, não foi assim com Maria?

De repente veio a notícia: você vai ser mãe! Será que ela estava preparada ou apenas confiou que Deus o faria por ela e através dela? Muitas mães não têm essa mesma confiança que Maria teve. Elas se desesperam e se sentem incapazes. Algumas têm medo e pensam em tirar o bebê. Outras prosseguem com a gestação, mas entregam a criança assim que ela nasce. Há aquelas que levam o bebê para casa e não sabem o que fazer com ele depois que já está fora de seu ventre. E a grande maioria se surpreende ao perceber como um ser tão pequenino pode gerar um sentimento de amor tão grande.

Após o nascimento do bebê, a mãe já não tem mais vida própria. Sua vida está atrelada ao filho. Seu pensamento gira constantemente em torno daquela pessoa que mexe os bracinhos e chora toda vez que está com fome, dor, manha ou desconforto. No início é difícil identificar a qual choro se deve responder prontamente. Algumas mães choram junto com o bebê... Por cansaço, preocupação, indecisão, medo de errar. Outras choram de raiva, impaciência, intolerância... Afinal, por que um bebê tem de dar tanto trabalho?

Mas os filhos costumam não demonstrar preocupação com a cara feia das mães, principalmente quando são bebês. Eles não têm a mínima noção do quanto é desgastante ficar sem dormir direito, dar de mamar, trocar fraldas... E só terão, se um dia saírem da condição de filhos para se tornarem pais. Jovens mães costumam valorizar e desculpar suas próprias mães, pois percebem mais claramente as exigências da maternidade quando se tornam mães.

Dia das mães é momento de reflexão. Precisamos aprender a valorizar a importância dessa data do ponto de vista afetivo, e não apenas do comercial. Comprar presentes não é tudo. É necessário saber perdoar e agradecer. Perdoar porque todas as mães possuem falhas e, talvez, a sua tenha errado muito. Mãe que erra continua sendo mãe. E, provavelmente, ela ainda espera por novas chances e pelo seu perdão.

Perdão de filho costuma curar coração de mãe distraída, estressada, temperamental, egoísta, mal humorada, ingrata. E, se a sua mãe já morreu? Você pode perdoá-la do mesmo jeito, pois o perdão beneficia não só aquele que o recebe, mas também aquele que o concede. Perdoe por tê-lo deixado sozinho, desamparado. Perdoe por ela ter morrido ou ter abreviado a própria vida.

A gente nunca sabe quanta tristeza um coração de mãe pode suportar. Mas, também não se esqueça de agradecer. Primeiro, porque ela trouxe você ao mundo. Segundo, porque ela lhe ensinou muito sobre a vida e os relacionamentos. Sua mãe permeia sua vida de um modo que você sequer consegue supor, portanto, não questione, simplesmente agradeça.

E que Deus, em sua infinita misericórdia, abençoe todas as mães, concedendo-lhes a força necessária para desempenhar sua missão com amor, esperança, e fé!

Fim

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Redação dissertativa 155: Tema: maternidade.Tópicos: redação dissertativa pronta, mãe, gestação, nascimento do bebê, filhos, dia das mães, coração de mãe, missão com amor.