Redação em 7 Lições

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Redação Dissertativa


COM O CHAPÉU DO CONTRIBUINTE

Fonte: Zero Hora


A criação de dois novos órgãos federais, a Autoridade Pública Olímpica e a Empresa Brasileira de Legado Esportivo, associada à proposta de premiação em dinheiro e de concessão de pensões aos jogadores campeões do mundo pelo Brasil, é indicativo claro do desapreço à austeridade na gestão de recursos públicos e do uso político da máquina administrativa federal. Ao editar medida provisória instituindo a empresa pública que fará o planejamento dos Jogos Olímpicos de 2016 e a que executará as obras, o governo despertou a cobiça dos partidos aliados para as 496 vagas abertas na nova estrutura, que terá um custo de R$ 94,8 milhões, a serem distribuídos entre as administrações federal e do Rio de Janeiro.

Ainda que o país precise mesmo se preparar adequadamente para organizar os eventos esportivos programados para os próximos anos, a Copa e a Olimpíada, nada justifica a abertura de tantas vagas quando se sabe que a administração federal possui servidores em número suficiente para atender demandas deste tipo. Na atual gestão, o governo federal já criou 210 mil cargos e há mais 40 mil vagas previstas em projetos sob análise do Congresso. O mais lógico, no momento em que o Ministério do Planejamento anuncia novo arrocho nos gastos públicos, com o corte de investimentos já programados, seria realocar servidores no consórcio e na estatal recém criados.

Outro absurdo gerado pelo clima de euforia esportiva é a concessão de prêmio em dinheiro e pensão para os ex-atletas campeões mundiais de futebol. Qual a justificativa? E por que os vencedores teriam mais direito do que aqueles que vestiram a camisa da Seleção, disputaram competições importantes e não ganharam títulos? Trata-se de demagogia com o chapéu do contribuinte. Evidentemente, o brasileiro que necessitar de ajuda do Estado, seja ele ex-atleta ou não, deve receber a devida atenção do poder público, de acordo com os programas sociais existentes.

Fim

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Redação dissertativa 171: Tema: mau exemplo.Tópicos: redação dissertativa pronta, gestão de recursos públicos, uso político da máquina administrativa federal, gastos públicos, demagogia com o chapéu do contribuinte.