Redação em 7 Lições

Aprenda de modo fácil e descomplicado a escrever excelentes textos dissertativos para concursos públicos, vestibulares e provas do Enem. 

Com este curso, você aprende!



Redação Dissertativa


MENOS CENTRALIZAÇÃO, MAIS ENERGIA

Fonte: Zero Hora, Daniel de Moraes Andrade


Os brasileiros vivem situação semelhante à do passageiro à espera de transporte na estação ferroviária e que sente a trepidação anunciando a chegada da composição, a qual o levará para destino melhor. O trem do desenvolvimento econômico e social apita na última curva, confirmando que estamos no rumo certo. Mas o Brasil e o Rio Grande do Sul só embarcarão nesta oportunidade histórica se governos e sociedade vencerem problemas estruturais inibidores da expansão. É o caso da energia elétrica, carente de abundância e barata.

O lúcido editorial publicado em 4 de maio pelo jornal Zero Hora, intitulado 'Energia na gaveta', aponta necessidade de se fazer muito mais para construir sistema elétrico que não frustre, ali adiante, o ciclo de desenvolvimento em fase de evolução. O novo Brasil exigirá, em 20 anos, geração de mais 100 mil megawatts (MW), duplicando a capacidade de geração alcançada pelo velho Brasil em cem anos.

Além de 182 projetos engavetados, com capacidade de geração de 10 mil MW e investimentos de R$ 26 bilhões, grandes empreendimentos federais estão trancados. É o caso da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, projetada para gerar 11 mil MW com investimentos de R$ 30 bilhões.

Para o Brasil alcançar as necessidades no segmento elétrico, os secretários estaduais de energia defendem duas mudanças urgentes. Primeira, é preciso descentralizar, substituindo o monopólio federal para exame e aprovação de projetos de geração por sistema que amplie a participação decisória dos Estados. Com características próprias e diferenciadas, as unidades da federação propugnam regionalização de leilões, permitindo ampliação de matrizes e redução de custos. O Rio Grande do Sul, recuperado financeira e administrativamente, com recursos próprios crescentes e matérias-primas inexistentes em outras regiões, como carvão mineral, poderá alcançar resultados importantes.

A segunda modificação trata da necessidade de extinção do monopólio da União no licenciamento de projetos hídricos, tornando mais ágeis processos para recuperar o atraso sem alterar preços médios praticados atualmente. No caso do Rio Grande do Sul, o Estado poderia ampliar as outorgas de pequenas centrais hidrelétricas, as conhecidas PCHs, e revogar aquelas que estão sendo utilizadas por especuladores.

Fim

Voltar ao Índice

Redação dissertativa 192: Tema: eletricidade.Tópicos: segmento elétrico, monopólio federal da energia elétrica, auto-suficiência em energia elétrica, sistema elétrico brasileiro, projetos de geração de eletricidade.