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APELO AO BOM SENSO


As manifestações de junho e julho, que expressavam o desejo de milhares de pessoas de mostrar sua insatisfação com diversos problemas enfrentados pela população e com o comportamento da classe política, refluiu nos meses seguintes. Isso aconteceu porque se considerou que as mensagens já haviam sido transmitidas. E, ainda, para evitar que elas fossem utilizadas por elementos que visavam somente promover desordem e atos de violência, aproveitando-se de uma saudável mobilização da sociedade para danificar tanto o patrimônio público como o privado.

Embora nunca expressos, o objetivo desses grupos parece ser contestar a autoridade em geral e o regime capitalista – ou de mercado – sem se importar com as consequências de seus atos para a população, como se viu em São Paulo recentemente. O episódio do carro incendiado, no qual havia uma família, inclusive com crianças, apavoradas com o tumulto, mostram os riscos que essas ações apresentam.

Não satisfeitos com o ataque ao patrimônio, esses grupos procuram deliberadamente desafiar a polícia, buscando claramente o confronto, demonstrando que não reconhecem a autoridade e que não se consideram sujeitos à lei e às regras de convivência de uma sociedade civilizada. Parece que pretendem mesmo provocar a reação da polícia, que fica no dilema entre usar a força para defender a sociedade ou deixar que continuem a destruir o patrimônio público, que é de todos, ou instituições particulares, geradoras de empregos e que promovem o crescimento da economia.

Sempre que há reação policial, alguns "especialistas" contestam o grau de força empregado, sem esclarecer como se deve conter um grupo numeroso, disposto à destruição e ao confronto. Não se defende a violência policial, mas é preciso reconhecer as circunstâncias em que a agressividade desses grupos não deixa outra alternativa para conter a baderna e o caos que eles provocam.

Cabe ao Estado o monopólio do uso da força, quando necessário, para defender a sociedade. E cabe à Justiça punir os que atentam contra o patrimônio e a população. É sempre melhor prevenir para evitar que tais atos aconteçam, usando a inteligência, mas há que se impor regras para que o legítimo direto às manifestações não se faça em detrimento dos direitos dos cidadãos, em especial o de circulação.

É preciso estabelecer locais e horários para os protestos, de modo a compatibilizar esse direito com os da população. Não se pode aceitar que qualquer grupo, sob qualquer pretexto, paralise uma cidade como São Paulo, afetando as atividades econômicas, o deslocamento da população e a convivência social.

Os próprios manifestantes precisam buscar formas de protesto que não sirvam para a atuação dos vândalos, cujos objetivos, seguramente, nada têm a ver com os daqueles que protestam de boa-fé. É hora de diálogo e bom senso, mas também hora de a autoridade se impor nos termos da lei, para garantir o direito de todos os cidadãos.

É hora de prevenção e preparo dos agentes de segurança para agirem com cautela mas também com firmeza quando se fizer necessária a repressão. De nada valerão tais iniciativas se não houver a punição daqueles que insistem em cometer atos contra as instituições. A tolerância com depredações, agressões e desrespeito à autoridade estimula outros grupos a procurar atingir seus objetivos pela força.

É preciso que o Estado assuma suas funções de mantenedor da lei e da ordem, usando os recursos da inteligência para se antecipar, a força quando necessário para impedir, e a punição rigorosa para desestimular a prática dessas ações. A sociedade precisa respaldar a atuação das autoridades, quando agem para impedir o vandalismo e a destruição, mesmo quando se torna necessário usar a 'violência legítima', de que somente o Estado é detentor, para coibir as ações de grupos que atentam contra a lei.

A população ordeira de São Paulo precisa de tranquilidade para trabalhar e para fazer o país progredir.

Fim


Fonte: http://www.dcomercio.com.br/2014/01/29/apelo-ao-bom-senso, Fabio Motta, com modificações nossas para fins didáticos

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Redação dissertativa N/S-1078: Tema: manifestações.Tópicos: redação dissertativa pronta sobre protestos, insatisfação popular, classe política, redação dissertativa, vestibular ufg, mobilização social, tema para redação, regime capitalista, regime de mercado, redação pronta sobre manifestações populares, regras de convivência, sociedade civilizada, redação pronta sobre protestos, ataque ao patrimônio público, reação policial, redação pronta sobre depredação e vandalismo, monopólio do uso da força, confronto com a polícia, redação pronta sobre violência policial, justiça brasileira, protestos de rua, redação pronta sobre direito de livre circulação, atividades econômicas, deslocamento da população, redação pronta sobre convivência social, protesto de boa-fé, diálogo, bom senso, agentes de segurança, repressão policial.

Qualquer texto, publicado nesta seção, visa a, tão-somente, servir de modelo de redação dissertativa para alunos, pessoas que se preparam a um vestibular ou concurso, ou mesmo para aquelas cujo objetivo é o seu deleite e aprendizagem da arte de redigir. Portanto, os temas não se evidenciam pela cronologia, mas sim como paradigmas de exposição de ideias e opiniões. Assim, uma redação dissertativa, que se refere a um assunto desatualizado, pode ser um excelente exemplo para se redigir sobre o respectivo tema mesmo em outra época.