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INADIMPLÊNCIA EM ALTA

Redação dissertativa pronta sobre: sobre inadimplência, Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), dívidas, varejo, poder de compra, consumidor, devedores inadimplentes, comércio, endividamento das famílias.

O número de consumidores com contas atrasadas e registrados nos cadastros de inadimplência voltou a subir em todo o país. Após apresentar o pior resultado semestral dos últimos três anos, os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram um aumento de 4,47% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado. Já o número de dívidas em atraso teve uma variação positiva de 4,99%, também na comparação anual.

Os dados apurados também voltaram a piorar em julho nas variações mensais, ou seja, em relação ao mês anterior. Após registrar uma queda no número de dívidas em junho, o indicador avançou 0,07%. Já o número de devedores em atraso, que havia registrado estabilidade em junho, aumentou para 0,38% em julho.

Os dados anuais mostram que o crescimento dos números de inadimplência tem acelerado desde o início do ano passado. No entanto, agora a situação é bem mais complicada por causa da confluência de fatores negativos e de uma perspectiva pior para o quadro econômico, já que, neste momento, o varejo precisa vender mais e contar com o poder de compra do consumidor sem dívidas, apto a consumir.

O SPC Brasil e a CNDL estimam que, em julho deste ano, 57 milhões de consumidores estejam listados em cadastros de devedores inadimplentes por conta de pendências com atraso de pagamento. Esta estimativa inclui não somente os atrasos em empréstimos bancários, mas também contas de serviços e pagamentos ao comércio. Ou seja, praticamente quatro em cada 10 brasileiros adultos têm o nome sujo. Em julho, cada inadimplente do Brasil tinha em média 2,11 dívidas em atraso.

Curiosamente, somente na Região Nordeste não houve crescimento mensal na quantidade de consumidores com contas atrasadas. Na verdade, houve um leve recuo de 0,55% em relação a junho. A região Sul teve a maior alta mensal do número de inadimplentes entre as cinco regiões do país: 1,18%. Na variação anual, foi na região Centro-Oeste que se registrou o maior crescimento em relação a julho do ano anterior, com uma alta de 5,70%. Na outra ponta, o Norte apresentou o crescimento anual mais modesto do número de pessoas inadimplentes, de 2,99%.

Em termos de participação, o Sudeste continua concentrando a maior parte dos devedores do país: 39,88% do total de inadimplentes, seguido do Nordeste (25,97%) e no Sul (12,93%). Também no indicador de dívidas em atraso, é o Sudeste que segue concentrando a maior parte das pendências atrasadas (40,61%), seguido pelo Nordeste (24,80%) e pelo Sul (14,55%).

Quando analisada a participação de cada setor junto ao total de dívidas de cada região, o segmento de Bancos se destaca, já que concentra a maioria das dívidas no Brasil como um todo (48,29%) e em todas as regiões do país - no Sudeste, concentra sozinho mais da metade das pendências (56,96%). O Comércio ocupa a segunda posição em termos de participação no país (20,14%).

O crescimento da quantidade de pessoas negativadas observado de forma generalizada em todo o Brasil reflete a piora do cenário econômico nos últimos meses. Fica comprovado que a pressão exercida pela fraca atividade econômica, combinada com o aumento dos índices de desemprego, o endividamento das famílias e as taxas de juros mais altas têm impactado na capacidade de os brasileiros pagarem suas dívidas em dia. E levando-se em conta que a crise ainda está longe de ser contornada, os impactos dessa inadimplência em alta são muito mais preocupantes para a economia neste momento.


Créditos: http://imirante.com, com adaptações nossas para fins didáticos