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VIOLÊNCIA DEMAIS!

Redação dissertativa pronta sobre: violência, criminalidade, banditismo, crime organizado, segurança pública, policiamento ostensivo, justiça com as próprias mãos, linchamentos.

A série de ataques a tiros em cidades da Grande São Paulo, que deixou cerca de duas dezenas de pessoas mortas e várias outras feridas na noite da última quinta-feira, no intervalo de apenas duas horas e meia, retrata de forma dramática o clima de violência descontrolada no país. A criminalidade é tão rotineira, que já se incorporou ao cotidiano das pessoas. Não passa dia sem que dezenas de brasileiros sejam assaltados, tenham veículos roubados ou se tornem números da trágica estatística de homicídios. Os governos e as forças de segurança são inoperantes para conter o banditismo, ainda que os presídios estejam superlotados. Por que o Brasil não consegue viver com um mínimo de paz social, como outros países?

O que preocupa e leva cada vez mais brasileiros a se trancarem em casa e a redobrarem as precauções quando precisam sair às ruas é o descaso do poder público em relação ao problema. Além de figurar entre os rankings globais em números absolutos de homicídios, o país não conta com planos de âmbito nacional, em conjunto com os Estados, para enfrentar as causas da criminalidade. Os raros acenos de combate ao crime organizado feitos até hoje ocorreram sempre como tentativa de resposta a fatos de maior repercussão, caindo logo em seguida no esquecimento. E todos os recursos despendidos até então ficam sem sentido.

Quando há o agravamento de crises econômicas, como ocorre hoje em âmbito nacional e na maioria dos Estados, os danos da criminalidade se agravam ainda mais. Servidores da área de segurança pública se sentem mais desmotivados, as medidas de prevenção, as investigações e o policiamento ostensivo se desaceleram e a situação dos presídios fica ainda mais explosiva. Em consequência, a lei do mais forte passa a imperar nas ruas, onde a vida de um ser humano nada vale na ambição por aparelhos celulares, por carros, por dinheiro, desde o carregado no bolso até o de carros-fortes e caixas eletrônicos. Os frequentes linchamentos e a suspeita de que até mesmo policiais estariam partindo para fazer justiça com as próprias mãos, como a levantada agora na chacina de São Paulo, tornam a situação ainda mais atemorizante.

A sociedade não tem mais como aceitar alegações de falta de recursos para a inação do poder público diante da perda de tantas vidas para a criminalidade. Essa é uma questão que não pode ser vista apenas pelas estatísticas e enfrentada de forma burocrática. Cada um na sua área de competência do poder público, no Estado e na União, precisa agir logo para dar um basta a esses massacres diuturnos, que fazem do Brasil um país com número de mortos superior ao de muitas regiões em conflito.


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