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À MALALA YOUSAFZAI

Redação dissertativa pronta sobre: crime contra a mulher, Malala Yousafzai, escolas públicas, educação, feminicídio, escola, segurança.

Sou mais uma mulher entre tantas outras que têm sua história como inspiração. Malala, a jovem paquistanesa que aos 17 anos ganhou o Prêmio Nobel da Paz por defender o direito à educação das meninas de seu país.

Seu discurso na ONU, Malala, ainda ressoa e se espalha em todos os cantos do planeta: “Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”, disse a menina de lenço rosa e olhos marcantes a uma multidão. Perto ou distante, assistimos impressionados à sua luta. Suas palavras cheias de vida estão envoltas por sabedoria e coragem.

No Brasil, temos muitas Malalas que enfrentam uma jornada difícil para frequentar diariamente escolas públicas precárias. Temos também muitas Malalas educadoras, que doam suas vidas para ensinar em locais onde falta o mais básico do básico, como água e comida.

Pelas esquinas das grandes e médias cidades brasileiras, vemos Malalas. Malalas crianças, adultas e idosas. Malalas abandonadas. Malalas famintas. Malalas violentadas.

Nossas Malalas muitas vezes caem no abismo de um mundo-moinho, como descreveu nosso grande músico-poeta, o Cartola.

Ser mulher no Brasil também não é fácil, Malala. Nossas Malalas sofrem duras realidades. Ainda mais nossas Malalas pobres, negras, índias.

Há cinco meses, entrou em vigor a Lei 13.104, que inclui o feminicídio, quando o crime é praticado contra a mulher por razão de gênero, como homicídio qualificado. De acordo com o Instituto Avante Brasil, a cada hora morre uma mulher no Brasil.

Nossas Malalas querem ir para a escola em segurança, ser respeitadas, alfabetizadas, criar arte e descobrir ciências; anseiam para ver a realidade de maneira crítica e ter acesso às ferramentas necessárias para mudá-la.

Querem ter os mesmos direitos, salários e oportunidades que os homens, e não serem julgadas por seu sexo ou por sua sexualidade. Nossas Malalas lutam pelo direito de serem mães e de também não serem. Enfrentam dragões e leões para entrarem nas universidades e no mercado de trabalho e se tornarem as profissionais que desejarem.

Nossas Malalas querem aprender e ensinar com liberdade. Elas são muitas, desconhecidas, muitas vezes perseguidas e silenciadas. Elas são Anas, Antônias, Franciscas, Iaras, Iolandas, Marias. Como você, Malala, elas são brilhantes, inspiradoras e sonhadoras.

Obrigada, Malala Yousafzai. Obrigada, Malalas.


Créditos: http://wp.clicrbs.com.br, Flávia Leal Alves, com modificações nossas para fins didáticos