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MERITOCRACIA

Redação dissertativa pronta sobre: meritocracia, meritocracia no serviço público, educação, sindicato.

Tem um assunto que o atual governador tem falado que tem recebido pouca atenção da mídia. É sobre a meritocracia no serviço público estadual. Em qualquer atividade humana tem os que trabalham muito e os que pegam leve no batente. Aliás, alguns autores defendem que esse foi um dos motivos do esboroamento do socialismo no leste europeu.

Num serviço, como exemplo, alguém trabalhava muito porque é de sua índole, outros não. Trabalhava muito ou não, ganhavam a mesma coisa e tinham benefícios iguais do estado. Não havia incentivo para quem trabalhava mais, ganhar mais. Com o tempo, quem trabalhava duro foi se acomodando também. A máquina foi parando por dentro.

Voltando para a meritocracia no serviço público e tomando o setor que mais necessita desse empurrão: a educação. O governo sabe que enfrentará o mau humor do sindicato da categoria.

Um dos motivos é que os grupos políticos, sem suas disputas para o comando da entidade, não podem defender a meritocracia, senão perdem a próxima eleição. Muitos professores não gostam dessa ideia. E o sindicato precisa desses votos.

Mas, para apimentar um pouco mais esse assunto, nos dois últimos governos federais se deu incentivo financeiro para quem produz mais. Os sindicatos de professores universitários chiam, mas não podem fazer nada.

O CNPq dá bolsa para quem pesquisa, por exemplo. É um complemento salarial e, como a Verba Indenizatória, não incide imposto de renda. O que os sindicatos podem fazer? Quem tem condições de fazer pesquisa que ganhe um dinheiro extra, oras.

Para valorizar a classe e atrair mais gente para os quadros de professores no estado, a meritocracia é uma alternativa. Tem diferentes maneiras para recompensar quem produz mais, mas a coluna sempre envereda por uma delas.

É aquela que dá, digamos, 15 salários por ano da merendeira à diretora de uma escola que cumpriu metas estabelecidas pela Secretaria de Educação. Se não cumpriu, técnicos da educação vão lá, ajudam a escola a corrigir o erro e talvez no próximo ano ela receba também aquele abono pecuniário.

Esse modelo faz com que os trabalhadores da educação daquela escola cobrem um do outro uma melhor atuação para se ter a recompensa. E, talvez mais importante, ao atuarem assim ajudam aquela escola a melhorar seus índices educacionais. O que um sindicato pode falar contra um modelo desses?

O problema é que para pagar mais para profissionais competentes na educação se precisa de mais dinheiro e o caixa está no limite. Quem sabe, sonhar não custa nada, o sistema previdenciário do Estado libere alguns milhões do orçamento da educação.

É que hoje se tira uma enorme quantia dos recursos da educação para pagar a aposentadoria de professores. Se o sistema previdenciário estadual assumir isso, abriria caminho para implantação da meritocracia no setor mais importante para a formação do cidadão.


Créditos: http://www.gazetadigital.com.br, Alfredo da Mota Menezes, com modificações nossas para fins didáticos