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A ARTE DE FURTAR

Redação dissertativa pronta sobre: corrupção, Brasil, obedecer leis, a arte de furtar, lei, roubo, furto, propina.

O mundo anglo-saxônico acredita que a corrupção na América Latina tem raízes na cultura íbero-católica. Numa região, dizem, em que alguém mata alguém e estaria perdoado, até ir para o paraíso, se confessar com um padre. Num lugar assim é difícil botar na cabeça das pessoas que erros têm que ser punidos.

Também analisam que é uma tradição regional não obedecer leis.É comentado o caso de Frei Bartolomeu de las Casas. Ele empreendeu luta junto à Coroa espanhola na defesa dos índios na América Latina. Apareceram decretos reais proibindo os donos de terras de praticar barbaridades contra os indígenas.

Eles aceitavam os atos reais mas diziam que ‘obedezco pero no cumplo‘. Ou pode mandar quantas leis for que não vamos obedecer. Não obedecer leis é uma tradição da cultura regional. E quando a lei estiver atrapalhando, muda-se a lei.

O mundo acadêmico analisa bastante uma característica nacional e regional, o patrimonialismo. Ou que parte da elite entende que tem direito a um pedaço do Estado. Levar dinheiro da viúva é normal.

No passado colonial no Brasil se dava concessão de sal ou de exploração de diamantes para pessoas e grupos e esses distribuíam a rapina com gentes da Coroa. Tudo normal.

Apareceu na Europa um livro, em 1652, A Arte de Furtar, atribuído a um jesuíta, que mostrava como se roubava no Brasil-Colônia. Juízes, comandantes militares, agentes públicos, todos roubavam. Vinham ‘fazer a América‘ e ir embora.

Os que foram para os EUA deixavam lá o que ganhavam, não mandavam para a Inglaterra. Isso ajudará no início da industrialização nos EUA, já havia ali um pequeno acumulo de capital. Na América Latina tinham levado tudo para a Europa.

E a corrupção continua, fiquemos nos casos mais recentes. O Brasil tirou um presidente da República por corrupção, Collor de Mello. Acreditava-se que dali para frente a coisa seria diferente. Poucos meses depois da saída dele explodiu o caso dos ‘anões do orçamento‘, parlamentares roubavam diretamente da fonte maior, o orçamento.

Em 2005 se teve o caso do mensalão. Pensava-se que haveria um recuo nas estripulias com o dinheiro público. Mostra a Polícia Federal que já em 2006 começou a sangria na Petrobrás, roubo muito maior que o do mensalão.

Mostrou também a Polícia Federal que, mesmo durante a atuação policial em cima dos malfeitos da Petrobrás, ainda tinha gente pagando e recebendo propina.Tem jeito?

Advogado de envolvido no caso Petrobrás confirma o óbvio: no Brasil não se ganha obra pública sem propina. A coisa é tão absurda que o atual vice-presidente da República propôs uma repactuação ou continuar com o contrato com as empreiteiras que lesaram a Petrobrás porque senão o Brasil para.

Membro atual do Tribunal de Contas da União falou em apenas tirar o excesso, ou seja, devolverem o que roubaram e contratem as mesmas empreiteiras para realizarem os mesmos serviços para a Petrobrás. Pode um treco desses? Tem jeito?


Créditos: http://www.gazetadigital.com.br, Alfredo da Mota Menezes, com modificações nossas para fins didáticos