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ESSA TAL DE MEIA IDADE

Redação dissertativa pronta sobre: meia idade, a vida, sentimento de fracasso, idade, felicidade, a juventude, estrada da vida.

Chegando aos 40? Aos 50 ou aos 60?, com aquele sentimento de que a vida está passando ou já passou e você ficou comendo poeira no meio do caminho? Não realizou nem 5% do que pretendia quando jovem e ainda por cima curte uma certa pontinha de sentimento de fracasso? Pois é, você não está sozinha (o). Há dias venho refletindo sobre essa sensação de que já fiquei velha para traçar novos objetivos e dar até uma guinada radical na minha vida. O problema (ou solução) é que tenho uma mente inquieta que me empurra sempre rumo a novas experiências.

Pesquisando, descobri que um estudo feito há mais de 3 anos pelo Dartmouth College em Hanover, nos Estados Unidos, e da University of Warwick em Coventry, na Inglaterra, que entrevistaram 2 milhões de pessoas de 80 países diferentes, concluiu que realmente os padrões nos níveis de felicidade relacionados à idade oscilam bastante. Essa tal de meia idade, conforme os cientistas, faz você se sentir meio ‘deprê’ como se a vida fosse um monte de quebra-molas (desses altos e grandões) e você tendo que vencer um deles a toda hora. Um saco né!, principalmente por que às vezes a tristeza nasce do nada, sem placa de aviso.

Mas como não há mal que dure para sempre e nem informação com um lado só, o legal da pesquisa é a constatação de que a vida segue em forma de ‘U’ e a felicidade que a juventude traz irreverente, baixa a níveis medonhos, entretanto, logo vai subindo e atinge novamente o ponto alto dos sonhos inocentes e recheados de inconsequência. Os altos e baixos são variações de ânimo que possuem amplas possibilidades de serem dosados a partir da descoberta de outras formas de prazer. Portanto, respire fundo e siga em frente que a estrada da vida não termina entre os fatais 40, 50 ou 60 anos.

Quem sabe ao invés da irreverência, possamos experimentar um estado de moderação tão acalentador, tipo colo de mãe e sorriso de pai, que provocará espanto a quem estiver por perto. O ponto-chave nesta história de que a vida passou e você não fez o que queria é conseguir se livrar da autocondenação. Tudo bem, você acha que cometeu erros - entre aspas - durante sua vida ‘por sua culpa, sua máxima culpa’, mas eles todos, e não precisa ser Deus para garantir, tiveram um ladinho positivo com certeza. Portanto, jogue no lixo ‘os deverias’ e tenha quem sabe um delírio, desses de pura exaltação, que faz você ir ao espelho e dizer para si próprio: sim, eu ainda tenho bastante o que fazer por aqui neste mundo. E quem tiver coragem que me acompanhe.

É claro que você vai rir sozinho (a), se sentir tão leve, numa ansiedade adolescente. Talvez pegue a bicicleta de seu filho e saia por aí pedalando, numa sensação incrível de liberdade, falta de compromisso e absoluta irresponsabilidade. Claro que a voltinha sobre duas rodas não deve ter itinerário definido e muito menos tempo de duração. O relógio ficará jogado na pia do banheiro e apenas o vento, e tão somente o vento, lhe fará companhia. No retorno desse passeio, o corpo - fora de forma - vai doer moído, mas a alma leve e solta lhe dirá durma bem. Amanhã a gente se encontra para uma nova aventura.


Créditos: http://www.gazetadigital.com.br, Margareth Botelho