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SOCORRO À SAÚDE PÚBLICA

Redação dissertativa pronta sobre: saúde pública, hospitais da rede pública, saúde, rede hospitalar, políticas públicas, serviços públicos, Sistema Único de Saúde (SUS), Organizações Sociais.

A demanda de atividades e o impacto de cada uma delas no processo de produção em saúde fazem do planejamento, organização e gerenciamento, atividades que se refletem na saúde do paciente. A conservação da infraestrutura, do quantitativo e qualitativo de profissionais e especialidades, a manutenção preventiva dos equipamentos médicos, o controle dos estoques de materiais, as campanhas de saúde, a limpeza e até a destinação dos resíduos hospitalares, têm desdobramentos não apenas para a pessoa que procura o atendimento, mas para todas as pessoas ligadas a ele.

Com a transferência da gestão dos hospitais da rede pública para entidades filantrópicas e outras constituídas na forma de Organizações Sociais (OSs), através dos contratos de gestão, a partir de 1990, a área pública passou a ter maior atenção à rede hospitalar. Mais de duas décadas depois e com transformações antes inimagináveis, a proposta ainda é alvo de críticas. Por falta de conhecimento ou por questões políticas, o discurso contrário ao modelo é definitivamente infundado.

Importante lembrar que o modelo de OS, como qualquer outra forma de descentralização, não pode ser entendido como única via para a efetividade da ação pública, mas como uma alternativa à disposição de um Estado capaz de fazer as melhores escolhas diante das diversas situações em que está imerso, de modo que se torna imprescindível a profissionalização do serviço público, a revisão do arcabouço legal nacional que restringe a gestão pública e a ampliação da permeabilidade social em todo o ciclo das políticas públicas, fortalecendo também os recursos humanos.

As parcerias público-privadas são estratégicas para contornar a inoperância estatal em áreas carentes para a sociedade. A prática de gestão moderna e eficiência administrativa características do segmento empresarial são implementadas nos serviços públicos e se convertem em satisfação para profissionais, gestores e pacientes. Na Saúde, fazer mais com menos é a principal premissa, especialmente se levadas em consideração as mudanças pelas quais o Brasil passou e que propiciaram maior eficiência, transparência e eficácia na aplicação dos recursos públicos.

O histórico do País evidencia que um dos grandes entraves para o desempenho adequado das unidades de saúde é a ausência de gestão eficiente. A rede pública ainda enfrenta obstáculos econômicos e financeiros que retardam a consolidação dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Outro desafio é o gerenciamento dos custos em saúde com o aumento da população idosa no país e baixo investimento no setor, o que tende a comprometer a qualidade dos serviços ofertados à população.

A área de custos chega para o segmento hospitalar promovendo iniciativas positivas para o avanço tecnológico, gerencial, estratégico e empresarial, dentro da concepção da governança corporativa. A prática da gestão de custos dá ênfase para melhorar o controle interno, analisando o contexto dos hospitais públicos, e uma visão geral dos gastos das instituições, preparando-as para a retomada do crescimento em bases sustentadas, favorecendo a administração central e propiciando meios para os investimentos necessários dos gestores, além da tomada de decisão em momentos importantes e estratégicos para as organizações.

Os atores ligados ao setor terão a oportunidade de conhecerem um pouco mais a fundo os pontos relacionados ao “novo” tipo de administração das unidades no I Simpósio de Qualidade e Custos na Saúde – Gestão Governamental, OSs, Filantropia e Iniciativa Privada. Expoentes em cada uma dessas áreas, como o advogado especialista em terceiro setor, Rubens Naves, e o secretário estadual de saúde de Goiás, Leonardo Vilela, abraçaram a ideia para contribuir com uma saúde melhor.

A promoção, proteção e recuperação da saúde com a melhor qualidade em menor tempo significam muito mais que o bem-estar individual. Se um pai de família está internado, é autônomo e provedor da casa, a situação dele repercute financeiramente na família. O restabelecimento com condições melhores do que ele entrou na unidade, seja curado ou em processo de cura, envolve reduzir o sofrimento emocional e no impacto à renda mensal. O resultado social também precisa entrar nesse cômputo. O atendimento célere com qualidade e segurança possibilita também maior número de pessoas socorridas pelos hospitais.

Por isso, é importante a realização de investimentos em recursos humanos especializados, participação e valorização do trabalho em equipe, visando atingir os objetivos empresariais, seguindo uma tendência mundial das instituições modernas. A ampliação do modelo de gestão das Organizações Sociais nas unidades públicas, melhorando os modelos de descentralização com parcerias de gestão de abrangência nacional, com a possibilidade de melhorar os indicadores de produção e atendimento aos pacientes do SUS, e como consequência direta, melhor distribuição orçamentária dos recursos para custeio e investimentos, visam atender o principal personagem desse esforço: o usuário-cidadão.


Créditos: http://www.opopular.com.br, André Guanaes